A Finep já recebeu mais de 40 propostas para a chamada pública do Programa Mais Inovação – Rodada 2 – Base Industrial de Defesa, lançada em fevereiro. Estão sendo disponibilizados R$ 300 milhões em subvenção econômica para o desenvolvimento de produtos e processos inovadores voltados à defesa, à soberania nacional e ao fortalecimento sustentável da Base Industrial de Defesa (BID). Empresas de todos os portes ainda podem inscrever propostas até 2 de outubro pelo site da agência.
Na primeira rodada do programa Mais Inovação, em 2024, o edital voltado à soberania e defesa nacional viabilizou projetos estruturantes como o do radar tridimensional SABER M200 Multimissão, desenvolvido pela Embraer em parceria com o Exército Brasileiro, e o do foguete de decolagem para veículo hipersônico RATO-14X.
Na chamada atual, 42 propostas estão em análise, 20 foram indeferidas e 6 receberam aprovação. Um dos projetos aprovados é o da Bizu Space, que visa ampliar o acesso de foguetes brasileiros ao espaço, por meio do domínio da propulsão líquida. A empresa vai desenvolver um estágio completo de um lançador espacial e uma turbobomba – essencial para a produção de foguetes de maior porte com propulsão líquida.
Também foi aprovado o projeto Manta, da IACIT Soluções Tecnológicas, para desenvolvimento de um Sistema de Monitoramento Avançado Naval com Tecnologia Adaptativa. Esse sistema terá alcance estendido além de 200 milhas náuticas, permitindo vigilância contínua, em tempo real, da Amazônia Azul.
A chamada pública inclui duas linhas temáticas bem abrangentes: a linha 1 é referente a tecnologias para defesa nacional, como lançadores, radares e satélites. A linha 2 é voltada para a sustentabilidade econômica da Base Industrial de Defesa (BID) e o objetivo é receber projetos que tenham dualidade, isto é, concebidos para uso militar, mas que possuam alto potencial de aplicação civil, ou que possam ser voltados para exportação ou substituição de importações. Alguns exemplos são sistemas remotamente pilotados (drones), propulsão avançada, materiais energéticos e nanotecnologia, sensores avançados, robótica, sistemas espaciais, tecnologia hipersônica, cibersegurança e defesa cibernética.
É obrigatória a participação de Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) e os projetos devem ter nível de maturidade tecnológica de três a oito, isto é, entre a prova de conceito e o sistema finalizado e qualificado por meio de testes e demonstrações.
